Dados do GBIF contribuem para avaliar o enorme risco de extinção das espécies determinado pelas Nações Unidas

Pico dos Açores, Portugal (Foto de César Garcia).

O recém publicado relatório da Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES) concluiu que os seres humanos estão a transformar as paisagens naturais da Terra de forma tão dramática, que cerca de um milhão de espécies de plantas e animais estão em risco de extinção. Esta inicia das Nações Unidas refere que isto representa uma grande ameaça aos ecossistemas globais, dos quais as pessoas do mundo inteiro dependem para sobreviver. A perda da biodiversidade está a acontecer a uma velocidade muito alta e trará danos irreversíveis, como impactos cada vez mais severos das alterações climáticas e a perda de serviços ecossistémicos. O estudo, que contém 1.500 páginas, foi compilado por centenas de especialistas internacionais e foi baseado em diversos estudos científicos.  Um resumo de suas descobertas, que foi aprovado por representantes de 132 países, foi divulgado no dia 06 de maio, em Paris. O relatório completo está será  publicado ainda este ano.

Muitos dos artigos científicos e indicadores citados no relatório do IPBES baseiam-se em dados primários de biodiversidade disponíveis através do GBIF em acesso aberto e gratuitamente, tendo sido publicados por de mais de 1.400 instituições de todo o mundo. Juntos, os publicadores fornecem acesso a mais de 1,3 bilhão de registos, com informação de onde e quando as espécies ocorrem na Terra. O relatório do IPBES também chama a atenção para as lacunas nos dados e no conhecimento, em várias áreas. Entre elas está a síntese quantitativa do estado e tendências de parasitas, insetos e microorganismos; a biodiversidade dos solos, de ambientes bentônicos e de água doce; e a implicação de tendências globais para funções do ecossistema.

Para sanar tais lacunas o secretário executivo do GBIF, Joe Miller, aponta que “a urgência da ação destacada na avaliação global do IPBES se aplica igualmente à mobilização de todos os dados e informações relevantes para apoiar a mudança transformadora necessária para reverter as atuais tendências alarmantes”. Ressalta, ainda, que “tais ações requerem investimento em todos os níveis, para garantir que os dados sejam colhidos e partilhados em formatos apropriados e sob licenças abertas, tornando-os disponíveis gratuitamente para reutilização por investigadores, formuladores de políticas e o público em geral.

A rede GBIF colabora com o IPBES em diferentes ações e projectos, para formar e mobilizar actores globais que sejam capazes de alavancar a partilha e a colheita de dados sobre biodiversidade.  Para saber mais sobre esta parceria, aceda a notícia completa aqui.

 

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